Um computador refrigerado a água, um reactor anaeróbio e um estudo sobre a paternidade são as grandes apostas de Portugal no Concurso Europeu de Jovens Cientistas que reúne alunos do ensino secundário de 39 países.
Os projectos portugueses partem para a competição em Valência, que termina terça-feira com expectativas de bons resultados, mas a concorrência é "sempre imprevisível", como reconheceu Susana Chaves, coordenadora da equipa nacional, que é tutelada pela Fundação da Juventude. Os jovens portugueses chegam de Nelas, Covilhã e Almada e concorrem em três categorias diferentes e procuram repetir o que já aconteceu no passado e trazer medalhas para casa.
João Amaral, 18 anos, é oriundo de Almada e concorre com um projecto individual que inclui um computador refrigerado a água e não com ventoinhas, como é normal. "É um computador todo sofisticado" que quase parece "tunning", refere a coordenadora da equipa.
No caso do projecto da Covilhã, da Escola Campos Melo, Estela Vicente e Mariana Batalha, de 17 anos, apresentam um reactor anaeróbio com um aquário, placas de agrícola e uma cultura de bactérias. O resultado final desta experiência permite a produção de biogás semelhante ao gás natural e que pode ser utilizado em fogões, explicou Susana Chaves.
Na área da sociologia, Cláudia Domingos (17 anos), Vanessa Carvalho (17) e Inês Santos (18), da Escola Secundária de Nelas, apresentam um estudo de campo com vários inquéritos para avaliar as alterações do comportamento paternal. Neste estudo, conclui-se que os casais urbanos partilham mais as tarefas domésticas, entre as quais a educação dos filhos, e que nos meios mais rurais é habitual os casais terem filhos mais cedo.
Para Susana Chaves, os objectivos dos alunos nacionais passam mais pela "troca de experiências" do que por atingir bons resultados finais. "Isto é sempre uma experiência positiva, porque juntam-se os melhores da Europa", diz, referindo que acredita, apesar de tudo, num bom resultado na competição.
