É já em Março que vamos ter direito à sequela de uma dos melhores jogos da Playstation 2. Toda a mecânica de jogo anterior será elevada ao expoente, remetendo-nos novamente para a pele de Kratos, depois de se ter tornado o Deus da guerra. Combates intensos, lutas contra bosses titânicos e resolução de puzzles inteligentes foram alguns dos trunfos do primeiro jogo. E será isso que nos espera nesta sequela, mais e melhor, como se fosse possível!
Às vezes acontecem coisas que não lembra a ninguém! No dia em que recebemos a Playstation 3, com a primeira meia dúzia de jogos next-gen da Sony, no mesmo pacote vinha simplesmente a versão demo de God of War II. Trata-se da versão jogável da sequência de combate contra o colosso exibido recentemente em vídeo, e que tem deixado os fãs em delírio. Este é um exemplo de como a Playstation 2 ainda tem muito para dar aos jogadores. Depois do teste inicial da Playstation 3, simplesmente saltei para cima desta demonstração, que não passa de um simples “aguçar o apetite”.
Sabe a pouco, de facto, mas deixa antecipar o que podemos esperar desta sequela - uma fórmula vencedora que se mantém intacta, limando apenas algumas arestas que ainda tinham margem para melhorias. Desde que ascendeu ao trono do Olimpo, Kratos tem vindo a revelar-se um Deus impiedoso, eliminando qualquer um que cruze o seu caminho ou se atreva a discriminar Esparta. O jogo abre com um vídeo de introdução em que Kratos observa num poço a destruição de mais uma cidade espartana. Decidido a descer do seu domínio, Kratos ignora as palavras de Athena e vira-lhe costas na sua sede de vingança. A Deusa, que outrora foi a sua guia e aquela que o transformou num Deus, vê-se obrigada de agir. Uma gigantesca estátua ganha vida e tudo fará para parar Kratos.
Já na pele de Kratos, teremos de eliminar as hordas de inimigos, enquanto ganhamos posição para fazer os ataques à estátua. Quando começamos a jogar notamos que a mecânica de combate não foi muito mexida. Os famosos punhais com correntes da personagem estão de regresso, permitindo-nos fazer ainda mais golpes e combos. Desde rodopiar no ar e eliminar vários inimigos de uma vez ou simplesmente causar grande dano numa área. As sequências e coreografias brutais rapidamente se fizeram mostrar, revelando um Kratos em grande forma. A ter em conta que podemos agora agarrar-nos e balançar em determinadas áreas, semelhante a Prince of Persia: Two Thrones ou Tomb Raider: Legend, aspecto revelado durante uma porção do combate com o colosso.
É impressionante a forma complexa como nos é apresentado o cenário. Lutamos dentro de um palácio contra dezenas de inimigos, e reparamos pelas janelas a forma fria como a estátua nos observa, disparando murros nas janelas a ver se nos apanha. Quando matamos inimigos suficientes chegamos a vias de facto, saltando cá para fora. O colosso não pára de projectar murros, a ver se nos apanha, ao mesmo tempo que agarra em soldados e os lança contra nós. Enquanto isso vamos causando dano na estátua quando as suas mãos aterram no solo, até que durante uma recaída da sua parte, agimos. Tal como o anterior jogo, esperam-nos sequências de pressão de botões no timing correcto, de forma a conseguirmos levar até ao fim as coreografias fantásticas. Os cenários continuam gigantescos, e o primeiro round é apenas um aperitivo para o que se segue.